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Notícias do setor21 de outubro de 20265 min de leitura

Nota fiscal eletrônica obrigatória em 8 países: o que agências precisam fazer agora

Oito países tornam a nota fiscal eletrônica obrigatória em 2025. Saiba quais mercados sua agência criativa precisa priorizar e como se preparar sem paralisar o faturamento.

Por ZenPay Team

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Nota fiscal eletrônica obrigatória em 8 países: o que agências precisam fazer agora
Foto por Jonathan Borba no Unsplash

Se sua agência fatura clientes na Europa, América Latina ou Ásia, pelo menos um dos mercados abaixo vai exigir nota fiscal eletrônica obrigatória ainda em 2025. Ignorar o calendário não é uma opção: multas, bloqueio de pagamentos e perda de contratos são as consequências reais para quem chegar tarde.

Os oito mercados que entram em vigor em 2025

Nem todos os países abaixo têm a mesma urgência para uma agência brasileira. O que determina a prioridade é a sua carteira de clientes ativos, não o tamanho do mercado.

Europa: Alemanha e Bélgica lideram a virada B2B

A Alemanha torna o recebimento de notas eletrônicas obrigatório para todas as empresas a partir de janeiro de 2025, com a obrigação de emissão seguindo em fases até 2028. O formato exigido é o EN 16931 (ZUGFeRD ou XRechnung). Se você envia retainers mensais para uma agência parceira em Berlim ou para um cliente de branding em Hamburgo, você já está no escopo da fase 1.

A Bélgica segue calendário parecido: empresas belgas precisam aceitar e emitir e-invoices no padrão Peppol para transações B2B domésticas a partir de 2026, mas clientes grandes já estão exigindo conformidade dos fornecedores estrangeiros agora, como parte de due diligence contratual.

América Latina: Chile e Peru fecham o cerco

O Chile já opera com o sistema de Documentos Tributários Eletrônicos (DTE) há anos, mas 2025 traz obrigatoriedade para um conjunto maior de contribuintes e, mais importante, novos requisitos de rastreabilidade para fornecedores estrangeiros. Agências que prestam serviços a clientes chilenos e emitem invoices em USD precisam garantir que seus documentos contenham os campos de identificação fiscal exigidos pelo SII.

No Peru, a SUNAT expande o Sistema de Emisión Electrónica (SEE) para abranger empresas de médio porte a partir do segundo trimestre de 2025. Serviços de marketing, design e consultoria de comunicação estão explicitamente na lista de setores auditados.

Ásia-Pacífico e outros mercados no radar

Malásia e Indonésia entram no calendário com mandatos escalonados que começam pelas empresas maiores e descem para PMEs ao longo de 2025 e 2026. Arábia Saudita (Fase 2 do ZATCA) e Índia (expansão do e-Way Bill + IRN para exportadores) completam o grupo dos oito.

Para uma agência de 8 pessoas que faz branding e vídeo para clientes em três continentes, o risco não é a multa local (raramente aplicável a estrangeiros diretamente) mas o risco contratual: um cliente em Riade ou em Kuala Lumpur pode suspender o pagamento de uma NF que não passa na validação do sistema tributário local.

O que, de fato, muda no seu processo de faturamento

A maioria das exigências converge em torno de três pontos:

  • Campos fiscais obrigatórios: CNPJ/CPF, número de IVA, tax ID do cliente, e às vezes o número de registro da transação no órgão fiscal local.
  • Formato estruturado: PDF tradicional não é mais aceito como nota fiscal em boa parte desses mercados. O padrão Peppol (comum na Europa) ou XMLs específicos de cada país são exigidos.
  • Validação prévia ao envio: em vários países, a nota precisa ser autenticada por um órgão fiscal antes de chegar ao cliente, não depois.

Para agências que faturam em múltiplas moedas, há uma camada extra: o documento precisa conter a moeda de faturamento, a taxa de câmbio usada e, no caso de clientes B2B europeus, o tratamento correto de IVA com reverse-charge.

Como a maioria das agências faz hoje

  • Cria PDF no Word ou no Canva e envia por e-mail sem campos fiscais estruturados.
  • Usa uma planilha para rastrear quais clientes pagaram e quais ignoraram o vencimento.
  • Lembra manualmente de cobrar clientes atrasados, geralmente tarde demais.
  • Emite a mesma invoice em BRL para todos os clientes, independente do país.
  • Descobre que o cliente europeu precisa de reverse-charge VAT só quando o pagamento é bloqueado.

Como o ZenPay resolve

  • Cada invoice inclui VAT number, tax ID e nome jurídico do cliente, prontos para auditorias.
  • O rastreamento por invoice mostra pagamentos parciais, write-offs e correspondência de referência em tempo real.
  • Auto-reminders disparam automaticamente N dias antes ou após o vencimento, no seu nome, com template editável.
  • Cada invoice pode ser emitida em uma moeda diferente: USD para o cliente em Berlim, EUR para o de Santiago, sem trocar de conta.
  • O toggle de reverse-charge VAT por invoice garante que transações B2B na UE saiam com o texto e o cálculo corretos.

Como priorizar sem entrar em pânico

A regra prática é simples: mapeie seus clientes ativos por país e cruze com o calendário abaixo.

PaísMarco de 2025Prioridade para agências BR
AlemanhaRecebimento obrigatório jan/2025Alta (se você tem clientes DE)
ChileNovos campos DTE para estrangeirosMédia-alta
PeruExpansão SEE Q2/2025Média
MalásiaFase 1 grandes empresas ago/2025Baixa a média
IndonésiaFase 1 set/2025Baixa a média
Arábia SauditaZATCA Fase 2 em expansãoMédia (se você tem clientes SA)
ÍndiaExpansão IRN exportadoresBaixa a média
BélgicaPeppol B2B obrigatório 2026 (prep. 2025)Baixa agora, alta em 12 meses

Para os mercados de alta prioridade, a ação imediata é auditar seus templates de invoice e confirmar que os campos fiscais obrigatórios já estão presentes. Para os de média prioridade, o segundo trimestre de 2025 é o prazo razoável para ter um processo documentado.

O risco real não é a multa: é o bloqueio de caixa

Uma agência de criação com retainers mensais de R$ 80k a R$ 300k não pode se dar ao luxo de ter um pagamento bloqueado por 30 dias porque a invoice enviada ao cliente alemão não continha o número de IVA no campo correto. O custo de oportunidade supera qualquer investimento em adequação.

A boa notícia: os mandatos de 2025 são mais previsíveis do que os de 2021 e 2022 (quando México e Espanha pegaram muita gente de surpresa). O calendário está publicado, os formatos são conhecidos e as ferramentas para estar em conformidade existem. O que falta, na maioria das agências, é a decisão de endereçar isso antes que o primeiro pagamento trave.

Comece pelo seu cliente de maior ticket em cada mercado prioritário. Pergunte ao departamento financeiro deles qual formato de invoice eles precisam receber. A resposta vai dizer tudo o que você precisa saber para os próximos doze meses.

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